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Equipamentos/Interconectividades de uma Central de Monitoramento

Publicado por Celço Cavazin em

Inicialmente vamos dar uma visão macro de interconectividades do monitoramento, usando como guia a figura abaixo.

No cliente: Instala-se o sistema de alarme e escolhe um dos seguintes meios de transmissão para comunicar com o monitoramento:

  1. Por linha telefônica: este é o meio mais utilizado, embora seja o mais vulnerável e suscetível a condições de sabotagem, além de ser o maior custo de transmissão. Em função do custo, geralmente as empresas de segurança configuram um teste periódico a cada 24 horas, significando que a detecção do corte de linha pode ser identificada em até 23:59 após o ocorrido.
  2. Por Rádio: este sistema evoluiu muito com a chegada da rede mash, onde cada rádio instalado no cliente passa a ser um repetidor dos demais num raio médio de 3Km, evitando a necessidade da instalação e locação de pontos de repetidoras, todavia a empresa de segurança deve crescer seus rádios de forma organizada do centro para as bordas, iniciando de sua base de monitoramento e gradativamente avançar para os pontos mais distantes; semelhante ao efeito do pingo d’água em pote com água. Neste caso os rádios transmissores costumam ter um custo um pouco maior que os outros meios de transmissão.
  3. Por GPRS: para este meio usa-se um transmissor que envia os dados ao monitoramento através de um Chip GSM pelo usando o canal de dados GPRS. Embora este seja um custo de transmissão baixo e de difícil sabotagem, ele depende de área de cobertura e é inconstante, pois as operadoras priorizam o plano de voz por Chip em detrimento ao plano de dados, contudo existem empresas especializadas em telemetria que fornecem este serviço com maior confiabilidade.
  4. Por Ethernet: Se revela ser o meio de transmissão mais constante e veloz, além de ser barato, contudo ele pode sofrer do mesmo “mal” da linha telefônica, pois normalmente os clientes trafegam este por linha telefônica. O alento é que permite configurar testes periódicos a curtos períodos de tempo (ex.: 10 minutos), o que possibilita a empresa de segurança saber do corte quase em tempo real.
  5. No caso de transmissão de imagens, necessita usar a Internet para sua transmissão:
    • Internet de operadora de telefonia: Embora seja o mais usual, o cuidado que tem de tomar é que os planos de internet convencionais dispõem normalmente de 10 a 20% de Upload do total da banda contratada. Ex.: link de 10Mb, na pratica só disponibiliza 1Mb para transmissão das imagens aos acessos remotos. Diferentemente do alarme, imagem necessita de uma banda de trafego infinitamente maior, logo isto geralmente é um transtorno para o cliente e a empresa de segurança.
    • Internet por rádio: Embora mais seguro, geralmente tem problemas de liberação de portas e largura de banda insuficiente ou lento para o trafego destas imagens.
    • Internet por link de fibra: Este costumeiramente é o meio de transmissão mais rápido, caro e constante de todos. “Este é o melhor dos mundos”.

Custos de transmissão: Há diferentes formas de transmissão e seus custos associados, dependendo da forma escolhida no cliente

  1. Por linha telefônica: necessita de uma linha telefônica conectada ao sistema de alarme, que por sua vez é configurado para discar para uma linha telefônica conectado a uma receptora (receiver) na central de monitoramento. Os planos variam muito, mas uma taxa mediana é de R$0,20 por discagem, supondo que o alarme do cliente transmita 4 sinais por dia (1 Arme, 1 Desarme, 1 Teste e 1 supervisão) ao final de um mês vamos encontrar um custo aproximado de R$24,00 para uso do alarme pelo cliente.
  2. Por rádio: Tem de haver um modulo transmissor no cliente, outro receptor no monitoramento e dependendo do tipo de transmissão é necessário repetidores no caminho. A pratica de mercado é vender o modulo transmissor rádio e ter uma taxa de monitoramento mensal baixa. Embora o desembolso inicial seja maior ao cliente, geralmente ele se torna o menor num período superior a 1 ano.
  3. Por GPRS: necessita de 1 Chip de dados conectado a um modulo transmissor GPRS no cliente devidamente configurado para o software receptor do fabricante do modulo, instalado num computador do monitoramento. Para isso o monitoramento tem de ter uma Internet devidamente configurada para conectar ao software servidor a fim de poder receber estes sinais. O custo para o cliente é do modulo transmissor e o plano de dados/mensalidade. A mensalidade do plano de dados do Chip está em torno de R$10,00 para uma média de até 5000 sinais transmitidos ao monitoramento.
  4. Por Ethernet: requer 1 modulo transmissor Ethernet conectado à rede local do cliente, enviando para um software receptor do fabricante do modulo, instalado num computador do monitoramento. Este é o menor custo, pois basta o cliente ter uma internet para poder transmitir estes pacotes de dados muito pequenos, que não afetarão no uso da internet do cliente.

A Central de monitoramento: como há formas diferentes de transmissão pelo cliente, logo o monitoramento tem de estar preparado para receber por pelo menos dois destes meios.

  1. Por linha telefônica: em média a cada 250 contas necessita de uma linha telefônica de recepção (conectada a receptora), contudo recomendamos já iniciar com duas linhas de operadoras distintas, a fim de garantir a recepção da transmissão pelo cliente, já que todos os painéis de alarme permitem ligar para pelo menos 2 telefones de forma distinta ou backup. A receptora é conectada ao software de monitoramento via uma porta serial ou USB, USB não recomendado por ser uma porta emulada. O custo de aquisição de uma Receptora está entre R$1.200,00 e R$100.000,00, dependendo do fabricante e recursos desejados, sendo recomendado possuir no mínimo os seguintes recursos:
    • Buffer (memória de eventos recebidos) de 512 eventos por placa de linha;
    • Display de visualização com teclas de comando de recepção manual, para o caso da falha de comunicação com o computador o operador consiga receber os eventos manualmente;
    • Alimentação auxiliar por bateria, isto para cobrir eventuais falta de energia elétrica. Esta alimentação auxiliar também deve funcionar como um carregador de bateria enquanto a receptora tiver sendo alimentado pela energia elétrica.
    • Comportar a interpretação dos protocolos de transmissão convencional: Ademco Slow, Ademco Express (4+2), Contact ID,  Silent Knight, Sescoa e Radionics, etc… Desejável o protocolo digital SIA para permitir comunicar via VOIP (Voz sobre o IP).
  2. Por rádio: Requer um rádio mestre receptor, conectado ao software do fabricante via porta serial ou USB e normalmente uma porta serial virtual conectada ao software de monitoramento.
  3. Por GPRS e Ethernet: necessita a instalação do software receptor do fabricante do modulo transmissor, qual se conecta ao software de monitoramento geralmente via porta serial virtual. A maioria dos softwares receptores são fornecidos sem ônus pelos fabricantes.

Outros equipamentos/serviços necessários na Central de Monitoramento:

  1. Receptoras: Receptora via linha telefônica e softwares receptores em conformidade ao equipamento utilizado nos clientes.
  2. Telefonia: Pelo menos duas linhas fixas de operadoras distintas para recepção e uma linha para contato com os clientes e fornecedores. Necessita também de pelo menos um celular para contanto com clientes internos/externos e Smartphone para auto despachos de serviços técnicos e de atendimentos conforme a quantidade de colaboradores para execução destes serviços.
  3. Internet: embora possa trabalhar com IP dinâmico, recomendamos a contratação de uma faixa de 2 ou mais IP’s fixos de operadoras distintas.
    • Para uso somente com alarmes, um link de 10Mb Full atende plenamente.
    • Para uso com monitoramento de alarmes e imagens (sem gravação), Recomenda-se iniciar com um link de 30Mb e estimamos que a cada 10 clientes necessita 2Mb para monitoramentos eventuais.
    • Para gravação de imagens remotas, o cálculo do passo acima não se aplica, pois este valor cresce exponencialmente, em função do trafego constante e também dependem de como foi configurado a resolução, taxa de frames e bit rate lá no cliente.
  4. Switch 100/1000: Isto para possibilitar uma rede de computadores. Preferencialmente um Gigabits.
  5. Computadores:
    1. Para monitoramento de Alarme e Imagem:
      1. Ao Servidor recomenda-se no mínimo: Processador Intel I5 de 6ª geração, 8GB de memória RAM, 2 saída de vídeo com resolução de 1360×768 ou superior, uma porta serial e outra RJ45 100/1000Mb,  disco rígido de 500GB SSD e sistema operacional Windows 7SP1, 8, 10, Server 2012 R2 ou superior.
      2. As estações de trabalho devem ter no mínimo: Processador Intel I5 de 6ª geração, 6GB de memória RAM, 2 saídas de vídeo e o sistema operacional Windows 7 SP1, 8, 10 ou Server 2012 R2.
    2. Para monitoramento de Alarme, Imagem e Portaria Virtual:
      1. Ao Servidor recomenda-se no mínimo: Processador Intel I5 de 5ª geração, 8GB de memória RAM, 2 saída de vídeo com resolução de 1360×768 ou superior (uma para monitoramento e outra para imagens), uma porta serial e duas RJ45 100/1000Mb, disco rígido de 1TB e sistema operacional Windows 7SP1, 8, 10, Server 2012 R2 ou superior.
      2. As estações de trabalho devem ter no mínimo: Processador Intel I5 de 6ª geração, 8GB de memória RAM, 2 saída de vídeo com resolução de 1024×768 ou superior (uma para monitoramento e outra para imagens), sistema operacional Windows 7SP1, 8, 10 ou Server 2012 R2.
    3. Para monitoramento e gravação de Imagens e/ou Portaria Virtual:
      1. Ao Servidor recomenda-se no mínimo um servidor “pedigree” Hot swap, com fontes redundantes e processador Intel Xeon, 12GB de memória RAM, saída de vídeo com resolução mínima de 1024×768, no mínimo uma porta serial e duas RJ45 100/1000Mb, Windows Server 2012 R2 ou superior, discos rígidos de 1TB e storage para armazenamento das imagens (depende da quantidade de clientes, tempo de armazenamento e qualidade da gravação).
      2. As estações de trabalho devem ter no mínimo um processador Intel I5 de 6ª geração, 8GB de memória RAM,  2 saídas de vídeo e o sistema operacional Windows 7 SP1, 8, 10 ou Server 2012 R2.
  6. Energia segura:
    1. Ter no mínimo 1 Nobreak para os computadores de recepção e processamento, receptoras e link de Internet e Telefonia, calculados para suprir o fornecimento de energia elétrica por pelo menos 30 minutos na sua falta.
    2. Preferencialmente ter um gerador e nobreak calculados para a demanda de consumo mais uma sobra de pelo menos 30% do total de carga gerada e seu tempo de funcionamento limitado ao tanque de combustível por pelo menos 1 hora.
  7. Acessórios: Pontos e cabos de rede, Rack de armazenamento, cabos seriais, porta multiserial de no mínimo 2 portas, portas seriais virtuais, monitores, mouse e teclados, etc…

Equipamentos/protocolos homologados no ZINS:

  1. Receptoras por linha telefônica: Todos os fabricantes que retransmitam a informação pelos protocolos Ademco 685, Bosh/Radionics, Cm-plus I/II, MCDI, Safelink, Sur-gard MLR2 (3I Corporation, Ademco/Honeywell, CAF, DSC, ECP, FBII, Intelbras, JFL, Paradox, PPA, Sulton, Viaweb, etc..).
  2. Receptores IP: O ZINS recebe de qualquer software Receptor IP ou pelos fabricantes já incorporados no ZINS (JFL e Intelbras).
  3. Softwares receptores GPRS/Ethernet: Todos os fabricantes que retransmitam a informação pelos protocolos Ademco 685, Cm-plus, MCDI, Safelink, Sur-gard MLR2, Zeus (Intelbras, JFL, Pégasus, Viaweb, etc..).

Consulte nosso suporte para esclarecimentos adicionais:

zins.com.br | 41 3542 1330 | 3057 8192


1 comentário

Anônimo · julho 5, 2017 às 6:26 pm

muito bom o seu artigo

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